Por Gabriela Takeda de Castro, Projeto Academia de Ciência

chernobyl

Na madrugada de 26 de abril de 1986 começa um teste na usina nuclear de Pripyat, Ucrânia, porém com o sistema de segurança desligado e falhas operacionais, o reator 4 superaqueceu e explodiu. As explosões seguintes geraram uma torre de fogo colorido a mais de mil metros de altura, que dissipavam urânio e grafite pela atmosfera da usina. As primeiras vítimas do acidente foram dois homens que morreram no momento da explosão e outros 28 bombeiros que foram enviados para conter o fogo sem proteção adequada.

Durantes as primeiras horas ainda não se sabia exatamente o que realmente havia acontecido, pois lidavam com um inimigo invisível e rápido. A nuvem radioativa gerada pela explosão contaminava cada vez mais o ar de Pripyat, as pessoas já podiam sentir na boca o gosto do iodo radioativo. No começo da tarde do mesmo dia começaram as medições do nível de radiação, e constatou 15 mil vezes maior que o inofensivo. No início da noite eram de 600 mil vezes maior que o aceitável.

No seguinte, os 43 mil habitantes foram retirados da cidade e tomaram pílulas de iodo, porém já haviam recebido grandes doses de radiação. Jamais havia acontecido tal acidente nuclear com aquelas proporções. O governo ucraniano e cientistas de toda Rússia ainda planejavam formas de controle. No dia 1 de maio ao sobrevoarem a usina observaram que grande parte da floresta já estava queimada. Resolveram evacuar toda área no raio de 30 km da usina. Pois temiam uma segunda explosão com proporções maiores do que uma bomba atômica nuclear gigantesca.

O governo soviético despejou, com a ajuda de helicópteros, 1,8 toneladas de areia e 2,4 mil toneladas de chumbo para tentar abafar de vez o fogo do reator, pois ainda podia se ver a fumaça de radiação que saia da cratera. Após controlarem o vazamento, iniciaram o projeto de construção de um sarcófago para o reator, utilizando concreto e aço. Foi um projeto muito cuidadoso pois os operários só podiam permanecer por alguns minutos no local. Tiveram que usar robôs para retirar os escombros, mas não por muito tempo, porque seus sistemas elétricos também pifavam por conta da alta radiação.

Milhares de pessoas foram contaminas e sofrem com as seqüelas até hoje. Muitas desenvolveram câncer ao logo dos anos e outras morreram antes dos 40 anos de idade. Há também muitos dados de crianças e jovens com câncer de tiróide, ou ainda problemas congênitos e anomalias genéticas. Atualmente a cidade é inabitável e permanecerá por muitos anos.

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